Três cidades de MG são alvo de operação que investiga venda de armas produzidas em impressoras 3D
Operação em 11 estados mira esquema de venda de armas e acessórios usando impressoras 3D A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu mandados de busca e ...
Operação em 11 estados mira esquema de venda de armas e acessórios usando impressoras 3D A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu mandados de busca e apreensão, nesta quinta-feira (12), em Belo Horizonte, Betim e São José da Lapa, na Região Metropolitana, durante a Operação Shadowgun, que investiga um esquema interestadual de produção e comercialização ilegal de armas fabricadas por impressão 3D. A PCMG não detalhou qual era a participação de Minas Gerais no esquema. A investigação principal é conduzida pela Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro(MPRJ). Segundo a PCRJ, 4 homens foram presos, entre eles o apontado chefe da quadrilha, encontrado em Rio das Pedras, em São Paulo. Os agentes saíram para cumprir 5 mandados de prisão e 36 de busca e apreensão em São Paulo, no Rio e em outros 9 estados. Todos os procurados foram denunciados pelo MPRJ. Onde os mandados são cumpridos Bahia Espírito Santo Goiás Minas Gerais Pará Paraíba Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Roraima Santa Catarina São Paulo Algumas das armas produzidas em impressoras 3D Reprodução Como o esquema funcionava A investigação identificou uma organização criminosa dedicada ao desenvolvimento, produção e comércio de armas de fogo e acessórios fabricados com impressoras 3D, conhecidas internacionalmente como “ghost guns” ou “armas fantasmas”. Segundo a PC, esses armamentos não têm numeração de série e podem ser produzidos com equipamentos relativamente acessíveis, o que dificulta o rastreamento e aumenta os riscos à segurança pública. De acordo com os investigadores, os integrantes do grupo utilizavam a internet para compartilhar arquivos digitais, manuais de montagem e instruções de fabricação clandestina, permitindo que outras pessoas reproduzissem as armas ilegalmente. Produtos eram enviados pelos Correios A organização utilizava sistemas de pagamento digitais com alto grau de dificuldade para rastreamento das transações financeiras. Esses recursos seriam usados para comprar equipamentos, manter a infraestrutura digital e financiar as atividades do grupo. Apesar de divulgarem publicamente a produção de projetos de armamento como iniciativas de “código aberto”, parte dos integrantes também fabricava e comercializava componentes físicos de armas produzidos por impressão 3D. Os produtos eram anunciados em plataformas de comércio eletrônico e enviados pelos Correios para compradores em diversos estados do país. O cruzamento de dados feito pelos investigadores indicou que parte dos destinatários possui antecedentes criminais, incluindo possíveis ligações com milícias e organizações associadas ao tráfico de drogas. Denúncia e medidas judicial Com base nas provas reunidas, o Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou denúncia contra integrantes da organização pelos crimes de organização criminosa, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro. Entre os pedidos apresentados à Justiça está a condenação solidária dos investigados ao pagamento de R$ 2,3 milhões por danos morais coletivos, devido ao risco causado pela disseminação de armamentos ilegais de difícil rastreamento. As medidas judiciais incluem prisões preventivas, buscas e apreensões e outras ações cautelares destinadas a interromper a produção e a circulação clandestina desse tipo de armamento. A operação contou ainda com cooperação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da agência norte-americana Homeland Security Investigations (HSI) e do Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental de Foz do Iguaçu (CISPPA-FIG). LEIA TAMBÉM: Mãe condenada por omissão em estupro de menina de 12 anos poderá recorrer em liberdade, decide TJMG Padeiro é morto a tiros durante ataque que tinha traficante como alvo na Grande BH Veja os vídeos mais assistidos pelo g1 Minas: